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JOÃO ROCK 2026: 65 Mil Pessoas Vivem Uma Noite Histórica em Ribeirão Preto

Bruno Miranda
Publicado: agosto 5, 2026
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Foto: Alisson Demetrio
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Com cinco palcos, 34 atrações, inovações tecnológicas e momentos que viralizaram nas redes sociais, a 23ª edição do festival provou por que é o principal palco da música brasileira

🔥 O QUE FOI O JOÃO ROCK 2026

No último sábado, 1º de agosto, o Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto (SP) se transformou no epicentro da música brasileira. Com ingressos esgotados e 65 mil pessoas presentes, o João Rock 2026 entregou mais de 12 horas ininterruptas de programação distribuídas em cinco palcos temáticos.

A 23ª edição do festival trouxe como tema “O Brasil Vive Aqui” e reforçou sua identidade como um dos poucos festivais que cresce sem abandonar suas raízes, apostando na diversidade musical nacional em vez de nomes internacionais.

Inovação: Palco 100% LED

Pela primeira vez na história do festival, o Palco João Rock foi inteiramente construído com painéis de LED – ao todo, 1.200m² de telas integrando imagens, iluminação e conteúdos visuais aos shows, elevando a experiência visual a outro patamar.


 

OS CINCO PALCOS QUE DEFINIRAM O FESTIVAL:


 

🎤 PALCO JOÃO ROCK: Os Clássicos e os Momentos Épicos

O palco principal reuniu nomes consagrados e entregou alguns dos momentos mais emocionantes e comentados da noite:

Detonautas: O Discurso Que Viralizou

O Detonautas escolheu o João Rock para estrear a nova turnê “Rádio Love Nacional” e entregou muito mais do que um show – entregou uma mensagem que ecoou nas redes sociais e gerou milhares de compartilhamentos. globo

O vocalista Tico Santa Cruz fez um discurso emocionante e profundo sobre saúde mental, vício em redes sociais e tempo perdido em conflitos virtuais. Em um momento de sinceridade rara em palcos de festival, ele confessou:

“O Detonautas não chegou aqui no palco do João Rock por acaso. A gente percebeu, eu percebi junto com meus amigos, que eu tava perdendo muito tempo, que eu estava me intoxicando demais, passando muito tempo diante de tela, diante de rede social e deixando de me preocupar com coisas importantes, como a minha banda, minha família, as nossas bandas, as nossas famílias, as pessoas que a gente ama.” globo

O cantor continuou, em um momento que viralizou imediatamente:

“Eu me adoeci e, assim como eu adoeci, muitas pessoas adoeceram também e muitas pessoas estão doentes nesse momento, envolvidas em conflitos estúpidos, discutindo com pessoas que não conhecem, perdendo bastante tempo dentro de rede social, onde poderiam estar investindo esse tempo para si, para sua saúde mental, para sua saúde física.” globo

Tico ainda questionou o público:

“Quanto tempo você passa diante de uma tela, diante de uma rede social? Porque, na verdade, quando você fica ali dentro, você acaba deixando de cuidar de coisas importantes da sua vida, e o tempo se esvai, que é algo mais precioso que nós temos.” globo

E finalizou com uma mensagem poderosa:

“A mensagem que a gente tem é: vamos investir o nosso tempo na gente, vamos investir o nosso tempo na nossa consciência, na nossa saúde mental, para as pessoas que a gente ama.” globo

Este discurso se tornou um dos momentos mais compartilhados e comentados do festival, gerando debates sobre saúde mental e uso de redes sociais em todo o Brasil.

Abraço Coletivo e “Culto” de Amor

Caminhando para o fim do show, que durou exatamente uma hora, Tico deu início a uma espécie de “culto” coletivo. O foco ali era o amor, independente de religião ou qualquer crença. O vocalista pediu para que as pessoas abraçassem umas às outras:

“Para que a gente possa conectar as pessoas do Brasil inteiro. Isso aqui é a frequência do amor fraterno. Quem está conectado com o amor, está conectado com Deus. E quando você se conecta com amor e Deus, você se conecta com qualquer um à sua volta.” globo

O momento foi registrado em vídeo e também viralizou, mostrando centenas de pessoas se abraçando em meio ao show.

Galáxia de Celulares em “Olhos Certos”

Em um momento de ironia poética, após falar sobre o excesso de telas, o Detonautas transformou o João Rock em uma galáxia de celulares ao fazer com que os fãs acendessem as luzes dos aparelhos para cantar “Olhos Certos”, sucesso de 2002. globo

A imagem do público com os celulares acesos balançando em uníssono se tornou uma das fotos mais icônicas da noite.

Repertório Que Mistura Clássicos e Reflexões

A apresentação reuniu clássicos da banda, como “Você Me Faz Tão Bem” e “Outro Lugar”, além de faixas do novo álbum, que dá nome à turnê e reúne reflexões sobre espiritualidade e a forma como os integrantes enxergam o mundo. globo

Logo após o discurso sobre redes sociais, a banda apresentou a faixa “Um Cara de Sorte”, sucesso de 2011 que fala sobre superação pessoal, esforço próprio e honestidade emocional – uma escolha que fez todo sentido com a mensagem transmitida. globo

O show ainda foi marcado por um espetáculo com conteúdos visuais e cenografias inéditas para cada uma das músicas, aproveitando ao máximo a estrutura de LED do palco. globo


 

Charlie Brown Jr. Acústico: A Máquina do Tempo

O encerramento da noite ficou por conta do projeto Charlie Brown Jr. Acústico, que reuniu Marcão Britto e Thiago Castanho ao lado de Negra Li e Marcelo Nova para celebrar o legado da banda santista.

A apresentação recriou ao vivo o lendário álbum acústico gravado pela MTV no início dos anos 2000. Negra Li, que naquela gravação era apenas uma menina em começo de carreira, hoje é uma das maiores referências do rap nacional – um símbolo de como o tempo passou e o legado permanece.

Tico Santa Cruz (Detonautas) apareceu de surpresa para dividir os vocais, encerrando a noite em clima de celebração pura. Para muitos fãs, foi um dos momentos mais emocionantes da história recente do festival.

Os minutos de atraso e as pernas pesadas de quem já acumulava horas de maratona ininterrupta no João Rock não foram suficientes para desanimar os fãs que aguardavam a banda. Quando os primeiros acordes ecoaram, a multidão foi transportada direto para o início dos anos 2000. A ansiedade que dominava a pista provava que as mais de duas décadas que separam do lendário Acústico MTV só fizeram aumentar o peso emocional e histórico do repertório na vida de diferentes gerações.


 

BaianaSystem: O Arrebatamento

O grupo baiano fez do evento uma grande roda punk, colocando milhares de pessoas para cantar, pular e acompanhar a força de seu repertório. O show começou com 18 minutos de atraso e trouxe uma arte visual que exibia uma linha do tempo de acontecimentos históricos, passando pela Revolução Cubana, inauguração de Brasília e pelo golpe militar brasileiro, com a frase “Eu não vou sucumbir” marcando o início da apresentação.

A performance contou com participações especiais de BNegão e Vandal, que apareceram de surpresa e elevaram ainda mais a energia. Acompanhar um show do Baiana é sempre como um arrebatamento – limpa até aquilo que você não sabia que precisava.


 

CPM 22 e Di Ferrero: Gerações do Rock Brasileiro

Celebrando 30 anos de carreira e sua 13ª participação no João Rock, o CPM 22 levou sua tradicional intensidade ao palco e surpreendeu ao receber Di Ferrero (vocalista do NX Zero) para uma performance de “Dias Atrás”.

Badauí celebrou a participação no festival e disse se sentir em casa: “João Rock é nossa casa”. O momento foi mágico – diferentes gerações do rock brasileiro se encontrando com a mesma mensagem e força nos palcos.


 

Zé Ramalho: História e Significado

Aos 77 anos, Zé Ramalho entregou uma apresentação curta, mas repleta de história e significado em meio às atrações mais jovens do evento. Com repertório conhecido por atravessar décadas, o cantor reuniu fãs de diferentes idades e reforçou a conexão do festival com artistas que fazem parte da memória da música brasileira.


 

Alceu Valença: Forró com Rock Psicodélico

O cantor pernambucano subiu ao palco com uma missão clara: mostrar que a estética do rock e a música nordestina andam juntas. Abriu o show com “Que Grilo Dá”, um verdadeiro quebra-cabeça de rock psicodélico lançado no álbum ‘Mágico’ (1984), que mistura o peso do gênero musical com o repente nordestino.

A energia elétrica e forte continuou com “Agalopado”, faixa do disco “Espelho Cristalino” (1977), unindo guitarras e uma batida veloz, trazendo diretamente para o palco uma sonoridade que aproxima a cultura nordestina do rock progressivo dos anos 1970.


 

Os Paralamas do Sucesso: Quatro Décadas de Hits

A banda transformou a plateia de diferentes gerações em um grande coro ao revisitar sucessos que atravessam mais de quatro décadas de carreira. A entrada foi anunciada por telões com imagens de diferentes fases da trajetória do grupo.

O show seguiu em clima de celebração com músicas como “Vital e Sua Moto”, “Lourinha Bombril” e “Sinais”, com Herbert Vianna interagindo com a plateia. A banda ainda fez homenagens a Tim Maia e Gilberto Gil nas músicas “Você” e “Aonde Quer que Eu Vá”, que teve solo de guitarra e coro a cappella do público.


 

Lagum: Energia Mineira

A banda mineira levou muita energia ao palco, com sucessos da carreira, interação com o público e um show marcado pela mistura de pop e rock. O público cantou junto do início ao fim, mostrando que a banda conquistou seu espaço no cenário nacional.


 

Chico Chico: A Estreia Triunfal

Chico Chico fez um show à vontade, se jogou no meio do público e levou os fãs à loucura em uma estreia que ficará marcada na história do festival. Ele não se intimidou diante da multidão que se amontoou para ver a performance do filho de Cássia Eller.

Acompanhado de uma banda em sintonia, o jovem artista fez um set list com muito suingue e uma vibe de nova MPB com pegada rock, não negando as origens. O público cantou junto e se emocionou com as referências à mãe, em um momento de memória e conexão com diferentes gerações.


 

🇧🇷 PALCO BRASIL: “De Norte a Sul”

Com o tema “De Norte a Sul”, o Palco Brasil reafirmou uma das propostas mais interessantes do João Rock: transformar a diversidade musical do país em protagonista.

Tucumanus e Victor Xamã: O Calor da Amazônia

Os Tucumanus representaram a região Norte do país ao lado de Victor Xamã em um espetáculo atravessado por referências à Amazônia, unindo rap, música regional e elementos da cultura nortista.

O público nortista estava em peso na apresentação, que parecia ter levado o calor de Manaus para a pista. Destaque para Xamã, que acaba de lançar o álbum Estreito em parceria com Willsbife, mas levou suas músicas de maior sucesso ao palco em uma energia surreal e contagiante, numa banda com duas baterias.


 

Nação Zumbi: O Legado do Manguebeat

A banda pernambucana fez do manguebeat o fio condutor de um show intenso, misturando guitarras, alfaias e ritmos pernambucanos que seguem atuais mais de três décadas após o surgimento do movimento.

O Nação Zumbi subiu ao palco de modo discreto, mas deixou uma mensagem forte aos fãs do manguebeat no João Rock. Isso, tanto para os saudosos de Chico Science e pelo icônico álbum “Afrociberdelia”, quanto para os que seguem acompanhando a banda, na estrada há quase 35 anos.

Em entrevista, Jorge du Peixe adiantou sobre o álbum que virá após um longo hiato de produções, retomando o legado de Chico Science no festival.


 

Armandinho: A Leveza do Sul

Representando o sul do país, Armandinho manteve a atmosfera leve e praiana característica de seus shows, conduzindo a plateia por sucessos que marcaram sua trajetória. O cantor parecia não querer sair do palco, mostrando que seu catálogo de sucessos é extenso demais para apenas uma hora de show, deixando aquele gosto de “quero mais” para os fãs.


 

Marcelo D2 e Rael: Rap e Samba em Encontro Histórico

Marcelo D2 convidou Rael para um encontro que aproximou rap e samba com a naturalidade que ambos carregam em suas carreiras, em um dos momentos mais simbólicos da noite no palco.

Entre o gingado do samba e o protesto do hip hop, Marcelo D2 entregou um show potente aos milhares de fãs que prestigiaram o palco Brasil. D2 chegou a elogiar a falta de celulares para o alto e uma presença real do público. Rael, que voltou pela terceira vez ao João Rock, cantou seus maiores sucessos nas batidas características de D2.


 

Raimundos: Puro Rock Brasileiro

A banda encerrou a programação do palco com clássicos da carreira e músicas de seu trabalho mais recente. Liderado por Digão, o grupo fez uma performance de puro rock brasileiro, que agradou fãs quarentões, cinquentões e gerações mais novas na plateia.

Não por acaso eles escolheram “Pela-Saco” para abrir o show, que resgata o mix de sarcasmo e hardcore e que faz parte do álbum “XXX”, o mais recente da banda com inéditas nessa pegada de retorno às origens.


 

🎨 PALCO AQUARELA: A Força Feminina

Dedicado à pluralidade da música brasileira, o Palco Aquarela reuniu artistas de diferentes gerações e estilos ao longo do dia, com um line-up exclusivamente composto por mulheres.

Urias: Estreia Política e Representativa

Urias abriu a programação com uma apresentação intensa e performática, mesmo debaixo de um sol escaldante, conseguindo reunir um público com as letras de suas músicas na ponta da língua.

Vestida com um macacão de renda e um sobretudo de veludo azul, Urias transformou a estreia no João Rock em uma apresentação marcada por experimentação, performance política, moda e representatividade LGBTQIA+.

Os hits “Diaba” e “Voz do Brasil” – que se tornou um segundo hino brasileiro do público da cantora – provaram como Urias é uma artista capaz de jogar na sua cara os maiores problemas sociais do país e ainda te fazer dançar. A apresentação foi marcada por representatividade LGBT e discurso político, com repertório do álbum “Carranca”.


 

Luedji Luna: Elegância e Potência Vocal

Em sua estreia no festival, Luedji Luna levou um espetáculo elegante, passeando por referências afro-brasileiras, jazz, R&B e MPB. A baiana está viajando o Brasil com dois shows, entre eles um projeto acústico onde explora sua capacidade vocal ao máximo.

A cantora baiana apresentou ao público uma sonoridade potente e dançante, com repertório que passa por afeto, negritude e ancestralidade. Em cima do palco Aquarela, a cantora fez um show cuja grande aposta foi o potencial da sua própria voz e da sua banda, a qual chamou de “a melhor do Brasil”.

Inclusive, durante todo o show, Luedji dividiu o espaço para que os músicos e os backing vocals brilhassem tanto quanto ela. MPB, jazz e blues continuam se misturaram em canções como “Salty” e “Karma”, embalando um público majoritariamente jovem e afinado com o repertório da artista.

Mesmo assim, ela não para: nos bastidores, revelou em entrevista seus desejos no audiovisual brasileiro, com participações até em dublagem de animes.


 

Marina Sena: A Hipnotizante

A diva Marina Sena retornou ao João Rock pela terceira vez e brincou com o público ao dizer que já poderia pedir uma residência fixa no festival. A artista já virou figura carimbada nos principais eventos musicais do ano, e o motivo é claro: ela leva consigo uma plateia que canta do começo ao fim todas as suas músicas.

Com a turnê de “Coisas Naturais”, lançada pelo NRC, a artista entregou um show sensual e hipnotizante, chegando inclusive a se emocionar no palco em uma de suas músicas. Marina não precisa de bailarinos, nem de uma grande banda para provar que é uma das maiores artistas brasileiras atuais.

Arrastando uma multidão ao Palco Aquarela, Marina Sena entregou uma performance hipnotizante. A cantora mineira foi ao festival disposta a elevar a temperatura sem o apoio do sol e entregou algo diferente do que apresentou em 2024. O grande trunfo da apresentação foi o magnetismo da cantora, que equilibrou sensualidade e uma aura mística, sintetizando a identidade de seu álbum mais recente, “Coisas Naturais”, lançado em 2025.

“Eu quero ver o João Rock transcendendo nessa porr@!”, disse a cantora enquanto conduzia a multidão a uma espécie de transe coletivo.


 

Ana Carolina: 25 Anos de Carreira

Ana Carolina encerrou as apresentações do espaço com um repertório que percorreu seus 25 anos de carreira, celebrando uma trajetória marcada por canções que se tornaram hinos para gerações inteiras.


 

💪 PALCO FORTALECENDO A CENA: O Rap e a Nova Geração

Criado para ampliar o espaço dedicado à nova geração da música brasileira, o Palco Fortalecendo a Cena abriu caminho para artistas que vêm renovando o cenário nacional.

AJULIACOSTA: A Diva do Rap

Sinônimo de renovação, AJULIACOSTA apresentou músicas do álbum “Novo Testamento” (2026), reafirmando a potência de sua escrita e presença de palco. Em sua estreia no festival, ela também arrastou uma multidão que parecia não se importar com o sol na cara.

Em um dos seus discursos, fez questão de ressaltar que não faz rap feminino, e sim rap! – uma declaração de independência e força que ecoou por todo o palco.


 

Yago Oproprio e Rô Rosa: Surpresa no Palco

Yago Oproprio surpreendeu ao receber seu amigo de longa data, que também acaba de lançar um álbum: Rô Rosa, em uma participação especial que não havia sido anunciada previamente.

Estreante no palco do festival, depois de dois anos do lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, Oproprio (também lançado pelo NRC), o artista foi muito bem recebido pelo seu público. Em papo com a imprensa, revelou estar gravando seu próximo projeto que será lançado em breve.


 

Criolo: Poesia em Forma de Música

Última atração daquele palco, o rapper paulistano Criolo abriu seu show ao som de batuques que logo definiram o ritmo da apresentação, com a canção “Mariô”.

O cantor contou com a companhia do seu parceiro musical Dj Dan Dan durante a maioria das músicas, além de uma banda que foi um show à parte. Desde as canções iniciais, como “Duas de Cinco”, eles fizeram questão de ouvir a voz do público e incentivar as palmas: “Geral canta com nóis”, pediram em vários momentos.

Com sua poesia em forma de música, Criolo celebrou a potência da nova geração do rap com a frase: “Vou aprender com quem está fazendo o som agora”.

Criolo se apresentou pela primeira vez no palco Fortalecendo a Cena, um espaço que celebra a força brasileira do rap e do hip hop. A parceria com o DJ Dan Dan foi acertada em canções como “Sistema Obtuso” e “Esquiva de Esgrima”, nas quais houve bastante sintonia, inclusive com os fãs. O show ainda abriu espaço para outros ritmos da carreira do paulistano em “Samba Sambei” e “Pé de Breque”, com reggae e espaço especial para os instrumentos de metal.


 

Djonga: Compromisso com o Rap Nacional

Djonga relembrou sua passagem pelo João Rock em 2019 e reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do rap nacional, mostrando como o espaço do hip hop no festival só cresce a cada edição.


 

FBC: De Convidado a Headliner

FBC voltou ao festival com um show próprio, após ter participado como convidado de Rael na edição anterior – um símbolo de como o Palco Fortalecendo a Cena tem lançado artistas para novos patamares.


 

🎸 EISEN ROCK STATION: O Rock Independente

Voltado às novas apostas do rock nacional, o Eisen Rock Station reuniu artistas em diferentes momentos de suas carreiras, mostrando a renovação da cena.

Jambu: A Energia do Norte

O destaque do palco é para a banda amazonense Jambu, que entregou um show repleto de energia e uma sonoridade diferenciada. Cantando seus sucessos, onde as referências sonoras são bastante claras, a banda formada por Briel (Gabriel Mar), Bob (Roberto Freire) e Yasmin (Yasmim Costa) transforma a experiência do show ao vivo em algo realmente mágico.

Com guitarras gritando e bateria nas alturas, Jambu faz a gente lembrar por que amamos rock.


 

Lizium: Vencedora do Concurso de Bandas

A banda vencedora do tradicional Concurso de Bandas do João Rock teve sua chance de brilhar no palco principal, mostrando como o festival aposta em novas revelações.


 

🎯 OS NÚMEROS DO JOÃO ROCK 2026

      • 65 mil pessoas presentes

      • 34 atrações distribuídas em cinco palcos

      • 12+ horas de programação ininterrupta

      • 1.200m² de painéis de LED no Palco João Rock

      • Ingressos esgotados antes do evento

      • 23ª edição do festival


     

    🎬 MOMENTOS QUE VIRALIZARAM

    1. Tico Santa Cruz e o Discurso Sobre Redes Sociais

    O discurso do vocalista do Detonautas sobre vício em telas, saúde mental e tempo perdido em conflitos virtuais se tornou o momento mais compartilhado e comentado do festival.globo+1

    Vídeos do discurso circularam o TikTok, Twitter e Instagram, gerando milhares de reações de pessoas que se identificaram com a mensagem. A frase “Eu me adoeci e, assim como eu, muitas pessoas também” se tornou um mantra para quem busca equilíbrio digital.


     

    2. Abraço Coletivo no Show do Detonautas

    O momento em que Tico pediu para que as pessoas abraçassem umas às outras em um “culto” de amor fraterno foi registrado em vídeo e também viralizou, mostrando centenas de pessoas se abraçando em meio ao show.globo


     

    3. Galáxia de Celulares em “Olhos Certos”

    Em uma ironia poética após falar sobre o excesso de telas, o Detonautas transformou o João Rock em uma galáxia de celulares ao fazer com que os fãs acendessem as luzes dos aparelhos para cantar “Olhos Certos”.globo

    A imagem do público com os celulares acesos balançando em uníssono se tornou uma das fotos mais icônicas da noite.


     

    4. Chico Chico no Meio do Público

    Chico Chico se jogou no meio da multidão durante sua apresentação, cantando cercado pelos fãs. O momento foi registrado em vídeos que viralizaram, mostrando a conexão do artista com o público e a energia única da estreia no festival.


     

    5. Marina Sena em Transe Coletivo

    A cantora conduziu a multidão a uma espécie de transe coletivo, com o público cantando todas as músicas do início ao fim. Vídeos do momento circularam as redes sociais, mostrando a conexão hipnótica entre artista e plateia.


     

    6. BaianaSystem e a Frase “Eu Não Vou Sucumbir”

    A arte visual que exibia uma linha do tempo de acontecimentos históricos, com a frase “Eu não vou sucumbir”, se tornou um símbolo de resistência e foi amplamente compartilhada nas redes sociais.


     

    7. Di Ferrero e CPM 22: Encontro de Gerações

    A participação surpresa de Di Ferrero no show do CPM 22 para cantar “Dias Atrás” emocionou fãs de diferentes gerações e gerou milhares de compartilhamentos.


     

    8. Negra Li e Charlie Brown Jr.: A Menina Que Virou Ícone

    A imagem de Negra Li, que no Acústico MTV era apenas uma menina em começo de carreira e hoje é uma das maiores referências do rap nacional, ao lado de Marcão Britto e Thiago Castanho, emocionou fãs e viralizou como símbolo de evolução e legado.


     

    9. Lagum e a Energia Mineira

    A banda mineira levou tanta energia ao palco que os vídeos da apresentação circularam as redes sociais, mostrando o público cantando junto do início ao fim.


     

    10. Urias e a Representatividade

    A performance política e representativa de Urias, com seu discurso LGBTQIA+ e repertório do álbum “Carranca”, gerou milhares de reações positivas e foi amplamente compartilhada como um momento de representatividade no festival.


     

    🌟 O QUE APRENDEMOS COM O JOÃO ROCK 2026

    1. O Rock Continua Vivo (e Brasileiro)

    Enquanto muitos festivais apostam em line-ups internacionais, o João Rock provou que o rock nacional ainda tem força para lotar um evento com 65 mil pessoas.


     

    2. A Diversidade É a Nova Moeda

    Cinco palcos temáticos, 34 atrações de diferentes regiões, gêneros e gerações – o festival mostrou que a música brasileira é plural e que o público quer essa diversidade.


     

    3. As Mulheres Dominam o Palco

    O Palco Aquarela, com line-up 100% feminino, foi um dos mais comentados, com Urias, Luedji Luna, Marina Sena e Ana Carolina entregando performances inesquecíveis.


     

    4. O Rap É o Novo Rock

    O Palco Fortalecendo a Cena mostrou que o hip hop brasileiro vive um momento áureo, com Criolo, Djonga, AJULIACOSTA e outros nomes arrastando multidões.


     

    5. Saúde Mental É Tema de Festival

    O discurso de Tico Santa Cruz sobre redes sociais e saúde mental provou que festivais podem ser espaços de reflexão e conscientização, não apenas de entretenimento.globo


     

    6. Nostalgia + Inovação = Fórmula do Sucesso

    Charlie Brown Jr. Acústico emocionou com nostalgia, enquanto o Palco 100% LED trouxe inovação tecnológica. O festival acertou em equilibrar passado e futuro.


     

    7. O Público Quer Conexão Real

    A fala de Marcelo D2 elogiando a falta de celulares para o alto e a presença real do público, somada ao discurso de Tico Santa Cruz sobre vício em telas, mostrou que as pessoas estão buscando experiências mais autênticas e presenciais.globo


     

    📺 COMO REVIVER O JOÃO ROCK 2026

    O festival teve transmissão ao vivo pela TV por assinatura, streaming, YouTube e rádio, com mais de 12 horas ininterruptas de programação distribuídas em diversas telas e canais.

        • Globoplay: Apresentações completas disponíveis na plataforma, incluindo Charlie Brown Jr., Detonautas, Djonga e muito mais. globoplay.globo

        • YouTube: Melhores momentos e apresentações selecionadas

        • g1 Ribeirão: Cobertura completa com vídeos, fotos exclusivas e ranking dos melhores shows


       

      🚀 O FUTURO DO JOÃO ROCK

      Segundo apurado pelo g1, a Opus Entretenimento e o Bananas Eventos avaliam levar o festival João Rock para a região Sul em 2027, além de estudar novos formatos para a marca.

      A expansão seria um marco na história do festival, que desde sua criação em 2003 sempre realizou suas edições em Ribeirão Preto.


       

      💬 O QUE DISSEMOS NOS BASTIDORES

      “O João Rock 2026 mostrou por que segue um dos festivais mais importantes do calendário brasileiro.” – Noize

      “Com o tema ‘O Brasil vive aqui’, a 23ª edição do João Rock manteve uma característica que poucos festivais conseguem preservar depois de mais de duas décadas: crescer sem abandonar a própria identidade.” – Portal Zumm

      “João Rock 2026 consolida o festival (mais uma vez) como o principal palco da música brasileira.” – Rolling Stone Brasil

      “O Detonautas não chegou aqui no palco do João Rock por acaso.” – Tico Santa Cruz. globo


       

      🏆 RANKING G1: OS 12 MELHORES SHOWS

      O g1 preparou um ranking exclusivo com as melhores apresentações baseado na entrega dos artistas, reação do público, desempenho no palco e escolha de repertório:

          1. Marina Sena – Hipnotizante e provocante

          1. Chico Chico – Estreia triunfal

          1. BaianaSystem – Inovação e mensagem política

          1. Charlie Brown Jr. Acústico – Nostalgia pura

          1. Luedji Luna – A voz e a banda

          1. Urias – Estreia política e representativa

          1. Raimundos – Puro rock brasileiro

          1. Criolo – Poesia em forma de música

          1. Os Paralamas do Sucesso – Quatro décadas de hits

          1. Nação Zumbi – O legado do manguebeat

          1. Marcelo D2 e Rael – Rap e samba em encontro histórico

          1. Detonautas – O discurso que viralizou


         

        🎸 O João Rock 2026 não foi apenas um festival – foi uma celebração da brasilidade, um encontro de gerações, um espaço de reflexão sobre saúde mental e uma prova de que a música nacional está mais viva do que nunca.


         
         
         
         
         
         

         

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        📸 Veja os registros feitos por: Alisson Demetrio

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        Urias por Alisson Demetrio(1)
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